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December 2010

A visagem de Prudentópolis

Essa história já virou causo de família, tanto que chegou em sua terceira geração. De tão contada e recontada, hoje posso falar sobre ela com propriedade de quem viu, presenciou e até rezou pra espantar a visagem.

 

Para que todos entendam, visagem é a forma como chamam fantasma, assombração, alma de outro mundo, lá na cidade de Prudentópolis e em outros recantos Brasil. E para que não precisem recorrer ao Google Maps, Prudentópolis é uma pequena cidade situada no Paraná. Cidadezinha onde nasci.

 

O causo que conto se passou lá pela década de 70, no sítio que ficava no interior do interior do Paraná. Sim, porque Prudentópolis já é interior, mas o sítio dos meus avôs era ainda mais no interior.

 

Nessa época visagem era coisa séria, ninguém se atrevia a brincar com elas. Sair de noite era coragem para poucos, afinal, ainda nem tinha chegado a eletricidade pra aquelas bandas.

 

Apesar do medo e de todas as histórias que se contavam daquelas almas penadas que andavam vagando pela terra, nunca ninguém tinha presenciado nada de tão concreto quanto o fato que irei contar.

 

Certa noite, logo depois do sol desaparecer e a casa ficar iluminada pelos lampiões, minha avó, meu avô, minha mãe (uma criancinha ainda) e meus tios se preparavam para dormir. Porém algo inesperado começava a acontecer.

 

Um barulho muito suspeito foi ouvido, vinha do sótão. E o barulho só aumentava. Minha avó teve a certeza que não queria ter: era visagem.

 

As crianças se esconderam, chorando desesperadamente.

 

Minha avó começou a rezar e conversar com aquela alma em desespero. Ela dizia para alma falasse o que a impedia de passar para o outro plano, o que aquela humilde família podia fazer por ela, era só a visagem falar que eles fariam. Mas a visagem não passava mensagem alguma, só continuava seu incessante barulho de terror.

 

A noite passou, ninguém dormiu. Minha avó rezou alguns terços compadecidas daquela pobre alma.

 

O dia amanheceu.

 

De repente, a visagem resolveu manifestar seu desejo. O barulho começou a se aproximar da saída do sótão. Minha avó protegeu as crianças e todos olharam apreensivamente.

 

A visagem se revelou. Era uma das galinhas do sítio que tinha ficado presa e só conseguiu sair orientada com a luz do dia.

 

Todos riram, era inevitável.

E apesar da surpresa, não deixamos de temer as visagens. Afinal, nunca se sabe quando pode aparecer uma.

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Depois do atropelamento, o cachorro

Agora toda rua já sabe o que ela pensa sobre seus moradores e de seus respectivos cachorros. É fato comprovado: quanto menor a casa, maior a quantidade de cachorros largados para sobreviverem pelas ruas. E as pessoas se acham donos dos animais.

Mas a história começa antes, quando ela desceu do ônibus.

Já estava um pouco irritada por estar no ônibus. Havia perdido o costume de voltar para casa com esse meio de transporte. 

Chegando no ponto, percebeu que seu noivo tinha ido buscá-la de moto. Irritou-se um pouco mais. Tinha guarda-chuva, bolsa, sacolas para carregar, além da necessidade de vestir jaqueta devido ao frio anormal de dezembro.

Mas estava a caminho de casa. Era hora de relaxar.

Não fosse o que tinha, ainda, para encontrar.

Na subida do morro, com a moto em ritmo lento, viu a matilha seguindo em sua direção. Conseguiu contar cinco cachorros.

Tudo bem, já estava acostumada. Mas dessa vez foi diferente.

Um dos cachorros conseguiu alcançar seu pé na moto. Seu escândalo pode ser ouvido por toda rua. No auge da raiva, quis acertar o guarda-chuva no cachorro. Na verdade queria  mesmo era acertar os ditos donos do pobrezinho.

Em casa sua irritação subiu ao ponto máximo. A mãe tomou suas dores. E num momento jamais visto, resolveu tirar satisfações. Vestiu-se e colocou seu tênis. Foi até a pequena casa aglomerada de cachorros.

A filha ficou em casa, ao lado de suas duas cachorras que se compadeceram de suas lágrimas de raiva. Porque ela também tem cachorras, gosta dos bichinhos.

A mãe voltou orgulhosa. Contou que defendeu o pé, quer dizer, a honra de sua filha para quem pode. Provavelmente não vai falar em outra coisa nas viagens de Natal.

Sabe que não conseguiu resolver o problema dos cachorros na rua, mas defendeu sua filha. E fala para todos que fará isso quantas vezes for necessário.

A filha olhou para o sapato que salvou seu pé de um estrago maior. Lembrou-se do atropelamento. Decidiu não usar mais aquele conjunto de sapato com calça, teme qual pode ser o próximo acidente. 

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Férias

Ferias-actua
Agência: Actua Comunicação

Criação: Anderson Lange

Redação: Cristiane Hardt

Aprovação: Tony Anderson Franz e Gustavo Monteiro

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Casos de sucesso - Minister

(download)
Agência: Actua Comunicação

Cliente: Minister

Criação: Souslik Bredy Schmidt e Cristiane Hardt

Direção de criação: Anderson Lange

Mídia: Cristiane Wollinger de Braga

Atendimento: Robson Luís de Lara 

Aprovação: Jorge Goetten

Produtora: Triciclo

 

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